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Friday Nights Lights: 1ª, 2ª e 3ª temporadas

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Durante três temporadas fui um fervoroso torcedor dos Dillon Panthers, aliás, ainda sou, os Panthers ainda “existem” e nada me fará esquecer “clear eyes, full hearts, can’t lose” ou muito menos esquecê-los, seus jogadores, seus jogos ou o que o time significa e o que eles são: uma família. Mas agora estão surgindo os Lions, East Dillon Lions é o nome, certo?

Começar a assistir Friday Night Lights (série da NBC que a partir de sua terceira temporada também começa a ser da Direct TV) quando a produção está em rumo a sua quarta temporada é uma experiência completamente diferente de que ver a série desde o seu começo, quando a NBC começou a exibir, nas sextas, em um horário horrível e que sempre a manteve em perigo de cancelamento. Agora, Friday Night Lights tem mais duas temporadas garantidas graças à parceria com o Direct TV e começa a trilhar outro caminho, com outro time e novos personagens. FNL nunca errou, em três temporadas a série foi perfeita, mas que uma reformulação praticamente total assim medra, ah sim, medra.

Como eu já disse, os Dillon Panthers são mais que um time, são uma família e foi assim que nos apresentaram seus membros, um bando de adolescentes com todos seus problemas e um responsável por eles, também cheio de problemas e com sua família real, que o suporta e auxilia. Além disso também ficamos conhecendo os moradores de Dillon, uma cidadezinha do Texas e vemos como esses moradores são aficionados e como o futebol americano interfere em suas vidas: os dá esperança, cria emoções e acima de tudo, os une. Nisso o futebol americano não é nada diferente ao nosso futebol, o soccer, aliás, tirando de toda parte técnica e ficando com a emoção, football e soccer são idênticos.

O piloto já mostra como a série quer trabalhar, qual é o seu clima e a mensagem que quer passar. Jason Strett, o quarterback dos Dillon Panthers, acaba perdendo o movimento das pernas após sofrer um acidente durante um jogo com isso um novo QB teria de aparecer, alguém que haveria de lidar com comparações e a pressão dos fãs, do técnico, que, aliás, também sofre pressão, o processo jurídico pelo acidente de seu jogador cai em suas costas e assim é que a série caminha, mostrando as ações e reações humanas, e acima de tudo, encantando.

Falar que a fotografia da série é a melhor, é tão clichê, mas realmente é verdade. Falar que a série é sub-julgada por ser considerada teen também é clichê, mas essa é a mais pura realidade. Ou ainda que o elenco da série seja um dos melhores e que no mínimo Connie Britton merecia uma indicação, a qualquer premio de grande importância é também clichê, mas realmente é verdade.

Os personagens de Friday Nights Lights encantam, desde os protagonistas aos personagens coadjuvantes, todos são ótimos, todos tem o que apresentar e todos acima de tudo emocionam. Ou vão me falar que Lorraine Saracen não é a melhor e mais adorável vovó de todas as séries? E que a cena do Matt indo a buscar no asilo e a levando ao casamento do Billy não foi uma das cenas mais lindas EVER? E como estamos falando nos personagens, como não falar da evolução que todos eles sofreram?!

Tyra Collette, como grande exemplo. O que era a personagem nos primeiros episódios da série? Uma grande Maria Chuteira, mas olhem só em “Tomorrow Blues”, o último episódio exibido, a história da personagem é fantástica, sua evolução é mágica e possível vilanzinha, Tyra passou a uma das grandes heroínas e um grande exemplo para todos, tanto no mundo fictício de Dillon, quando na vida real.

O mesmo digo de Brian “Smash” Willians, no começo ele não significava nada, mas em seu último episódio “Hello, Goodbye” ele saiu de forma brilhante e indo embora como o meu personagem preferido, nunca mais irei esquecer sua última frase: “Where are you, baby? Where are you?” – Além do mais, a personagem foi quem apresentou as melhores storylines, todas tensas e que exigiram ao máximo da atuação de Gaius Charles e ele não decepcionou em momento algum.

Os outros personagens também marcaram. Tim Riggins sempre figurou entres os meus preferidos. Lyla Garrity é uma das grandes vencedoras e teve sua melhor trama na última temporada. Também foi ótimo ver Julie Taylor e todas suas etapas na adolescência. E Coach Taylor é o melhor e mal posso esperar para vê-lo enfrentar os novos desafios, agora com os Lions.

E assim como Tyra e Smash fora meus preferidos, outra personagem marcou profundamente. Tami Taylor, a mulher do treinador e que talvez por esse estereótipo – “a mulher do treinador” – tenha sido umas das personagens que mais impressionou. Eu já disse que Connie Britton é ótima e extremamente esnobada pelas premiações, mas foi eleita pela People como uma das dez melhores atrizes da década. E ela convence (e como convence) e envolve, Britton simplesmente é a melhor coisa de Friday Night Lights e é um consolo saber que ela estará na próxima temporada.

“Tomorrow Blues” é como um series finale, tudo é tão tenso. Coach Taylor perde os Dillons, a maioria dos jogadores ganham outros rumos, tudo começa a cheirar a novo e a preocupação toma conta dos fãs da série. Friday Night Lights não pode errar, nunca errou. Mas agora tudo será diferente, nessa hora que eu esperaria o Coach Taylor dizer “clear eyes…” e os jogadores encabeçados por Smash, Riggins, Saracen e por não, McCoy completarem com “…full hearts, can’t lose”.

Categorias:séries Tags:
  1. 12 agosto, 2009 às 11:32 am

    Eu gostei do teu blog, parabéns. Saudações a todos.

  2. Lucas Santtos
    12 agosto, 2009 às 11:37 am

    Friday Night Lights… uma série que eu sempre ia deixando pra depois, tinha os episódios na mão, mas nucna comaçava a ver. Aconteceu que uma hora resolvi dar a tal chance pra série que todos falam tão bem e simplesmente viciei. A parte boa de eu ter demorado é que com isso eu pude ver as 3 temporadas seguidas sem ter que esperar por novos episódios. A série é brilhante realmente, fotografia, personagens, trama… A evolução é mais que nítida, dificilmente pecou em seus episódios. Finais de Temporada um caso a parte, “Tomorrow Blues” que o diga. Tim Riggins e Tyra Colette sempre foram meus preferidos e ver como os personagens evoluiram na trama é uma grata surpresa. Mais duas temporadas pela frente, depois de tanto rolo, a série quase ser cancelada tivemos essa maravilhosa notícia. Ansioso pra saber qual o rumo que a série vai tomar depois de tantas reviravoltas nessa finale.

    Excelente texto Mauricio!
    Abraços!

  3. tatiana
    13 agosto, 2009 às 12:54 am

    Adoooro FNL!E sinto do mesmo jeito sobre tudo que você escreveu,exceto que a Tyra não é a minha favorita,e adoro o Smash mas amo mesmo o Matt.Ai que saudade da minha série favorita…

  4. 14 agosto, 2009 às 9:14 pm

    Uma das minhas séries favoritas dos últimos anos, tendo um resultado sensacional na primeira e terceira temporadas – fica complicado escolher qual das duas foi melhor, mas essa última superou minhas expectativas.

  5. 15 agosto, 2009 às 11:26 pm

    Inicialmente eu vi a série meio ressabiado, por causa do futebol americano, mas sem dúvida é uma das melhores séries que tem. E a personagem da da Adrianne Palicki, foi a que mostrou uma maior evolução o texto que ela escreve sem dúvida fica marcado.

  6. 21 agosto, 2009 às 9:08 pm

    Esta série é das melhores de sempre. Clear eyes, full hearts can’t lose vai ficar para a historia =)
    Concordo sobre Tyra, ela tornou-se num dos melhores personagens. Ela, Tim Riggins e Lyla sao os meus preferidos.
    Abraço

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