Início > Diablo Cody, Steven Spielberg, Toni Collette, United States of Tara > United States of Tara: 1ª temporada

United States of Tara: 1ª temporada

keyart_800x600

Nunca penei tanto para escrever uma resenha, mas também nunca discordei tanto da grande maioria. Quase todos intitularam United States of Tara como uma obra prima, mas o que eu consigo ver é uma série com um resultado bom, nada de espetacular e o seu roteiro então…

Tenho que admitir Toni Collette é brilhante e o grande atrativo da série. Interpretar um personagem, mas que no mesmo tempo são várias deve ser extremamente complicado e com isso, Toni deve ser uma forte candidata tirar a realeza de Tina Fey nos prêmios que estão por vir.

Seu trabalho como Tara tornasse admirável e honrável a partir da aparição de sua primeira personalidade, já que a Tara por Tara é simplesmente Tara, são T, Alice, Buck e Gimmy quem dão profundidade a personagem e nem poderia ser diferente, já que a série trata de uma mulher com suas múltiplas personalidades e é a partir disso que Tara fica boa, já que com Buck e T ela demonstra uma brilhante veia cômica e com Alice (que tem um veia cômica) e a própria Tara tudo fica mais dramático.

Como melhor cena e melhor atuação de Toni Collette é fácil apontar um momento da season finale, onde após descobrir que T já existia antes mesmo de Tara imaginar, ela começa a ter flashes com suas várias personalidades, que ficam se alternando e fazendo discursos de como reagem à nova descoberta. A cena é simplesmente perfeita e Toni Collette estava realmente perfeita.

Contudo, quando a trama sai de Tara tudo começa a ficar mais confuso e é ai que o roteiro mostra o quão é frágil e faz parecer que Diablo Cody passou muito tempo pensando em construir Tara e todas suas personalidades e acabou esquecendo os demais personagens.

Para mim o maior erro ficou no personagem do John Corbett, que é quem interpreta Max, o marido de Tara, o ator até já foi indicado para alguns Globos de Ouro, mas confesso nunca ter acompanhado seu trabalho, mas ele deve ser bom, contudo e com o roteiro raso para seu personagem, John não teve como mostrar seu talento. Diablo Cody simplificou demais o personagem e o deixou sem emoções. Pois a relação de Max com Tara e seus filhos é imaginária. Alguém aponte um marido melhor que esse! E eu não digo melhor por ser bonzinho, mas sim por ser bobo de tão bonzinho, pois quando alguns assuntos eram abordados Max simplesmente fazia cara de paisagem e tudo soava artificial. Poucas vezes ele mostrou alguma reação sobre as personalidades de Tara e quando se tratava dos filhos era ainda pior.

Kate é melhor personagem da temporada após Tara, ela também é rasa quando se fala de suas emoções, mas mesmo assim a personagem apresentava características que me animavam: Sem escrúpulos, sem vergonha e sem papas na língua; quase um Sawyer versão feminina. E a sua relação com seu irmão é real, pois irmãos amam se odiar.

E é assim que eu chego ao Marshall, mas um personagem poupado por Diablo Cody. Marshall é gay, tem 14 anos, é apaixonado pelo filho do pastor de uma igreja não tolerante e por sinal, essa paixão é correspondida. Ao ver Marshall e sua família foi impossível não se lembrar de Andrew Van de Kamp e sua mãe, Bree Van de Kamp de “Desperate Housewives” e comparando uma família com a outra e vendo as diferentes reações que elas tiveram é impossível não admitir que os personagens de “Desperate Housewives” tiveram uma construção bem mais profunda. Bree fez de tudo para lutar com a homossexualidade de seu filho, mesmo que sem resultados, mas essa é reação de uma mãe, lutar, relutar, tentar mudar os fatos e só depois aceitar. Mas em US Tara a sexualidade de Marshall ficou fantasiosa demais. Mas mesmo assim a relação dele com o Jason foi interessante e a reação dele após ver a T beijando seu amado foi ainda melhor.

Com tudo que foi dito é fácil ver que eu não sou um admirador de Diablo Cody, mas mesmo assim United States of Tara é boa, vale por Toni Collette e é muito provável que a 2ª temporada da série seja bem melhor, já que Diablo é uma inexperiente escritora, que após escrever Juno achou que era capaz de tudo e que por enquanto está sendo bancada pelo Steven Spielberg, já que ele sim tem nome e bagagem, mas ela irá evoluir. Seguramente comparo Diablo Cody ao nacional Paulo Coelho, sortudos que acham que sabem escrever de tudo e fazem histórias bonitinhas e com isso ficam conhecidos.

Mas apesar de tudo United States of Tara é boa e eu não consigo entender como… Guilty pleasure?

  1. antonio08
    11 abril, 2009 às 12:56 pm

    Ainda não terminei com United States of Tara, faltam-me dois episódios para acabar a first season. Entretanto, acho que pelo que pude ver sou capaz de fazer um comentário consistente sobre a série.

    Confesso que só comecei a assistir a série depois que soube que encontraria Toni Collette no elenco. Desde os tempos de About a Boy e definitivamente com Little Miss Sunshine eu admiro esta atriz que, com certeza, é uma das melhores do cinema contemporâneo. Agora, com um trabalho televisivo, eu a tenho ainda mais perto de mim e, mais que entusiasmo, considero-a uma diva ou algo parecido. A mulher é ótima e foi exatamente o que salvou a primeira temporada de US of Tara. Apesar do roteiro fraco, até mesmo pra ela que é protagonista, ela conseguiu interpretar magistralmente cada um dos papéis que lhe foram propostos, desde a perfeita Alice – que eu considero um pouco mais complexa que os outros – até o/a animalesco/a Gimmy – que, apesar de simplório, é com certeza indispensável depois que surgiu nessa história toda de alters.

    Também podemos contar no ótimo elenco os intérpretes do Max, o John Corbett, da Charmaine – que, no plot da série, deveria ser a antagonista, mas não passa de uma cansada pela situação –, a Rosemarie DeWitt, além dos de Kate e Marshall, Brie Larson e Keir Gilchrist, respectivamente. Não vou incluir Andrew Lawrence no rol pelo simples fato de o papel no qual ele estar atuando não serve para ele. Como você mesmo, Maurício, comentou comigo, o tamanho dele faz com que o Marsh fique parecendo uma “criancinha”. E, ah, apesar de excelentes, como eu disse, também prejudicados pela falta de experiência da Diablo Cody com as letras.

    Agora, diante de tudo isso, o que falta na série? Primeiro, foco. A criadora precisa se definir entre o drama ou a comédia. Se é drama, vamos fazer chorar. Senão, não. É simples a fórmula. E onde está o Steven Spielberg quando precisamos dele? Cadê a sua
    “mão santa”? Só o nome não vale e isso já vimos com a aclamada Diablo Cody.

    Segunda temporada vem aí ano que vem. Agora, é só torcer para que ela melhore e que haja mais definição. United States of Tara é uma série boa que pode melhorar. A gente vê isso em cada cena e tudo o mais.
    E, claro, para que eu possa ver reviews mais animadores sobre a série por aqui.

  2. 11 abril, 2009 às 1:12 pm

    Eu não considero “Tara” uma obra-prima e acho que boa parte dos fãs também não pensam assim. A série tem seus defeitos, só acho que a originalidade é algo a ser apreciado numa época em que as séries procuram agradar o público de uma forma mais simplista. E discordo da comparação com “Desperate Housewives”, pois Bree é uma mãe muito diferente de Tara…

  3. 11 abril, 2009 às 1:37 pm

    Adoro The US of Tara. Está longe de ser uma obra-prima, mas é uma série leve, divertida e gostosa de se acompanhar.

    Não acho que os demais personagens em exceção de Tara não foram trabalhados nesse primeiro ano da série, pelo contrário, cada personagem tinha sua história e ao caminhar dos episódios iam resolvendo seus problemas.
    O caso da familia aceitar Marsh como homossexual logo cedo eu achei super bacana, o clichê sobre personagem gay que vai se assumir e tem que enfrentar deus e o mundo já tá batido, mostrar um gay que pode contar com a ajuda dos pais e da familia é completamente diferente.

    The US of Tara tem um elenco bacana, uma premissa bacana e é simples cara, nos 20 minutos e tanto que tá na telinha consegue prender nossa atenção da melhor maneira possivel, tô torcendo muito para uma SENHORA segunda temporada.

    Abraço.

  4. 11 abril, 2009 às 2:04 pm

    Eu deixei pra ver na minha mid-season, mas ainda não sei se irei ver….será que vale a pena?

  5. jvandekamp
    11 abril, 2009 às 4:57 pm

    Como fã da série, não a considero uma masterpiece também. A série é boa. Tem um elenco muito bom, tem um roteiro que tem as suas falhas mas que satisfaz o público.
    Primeiro de tudo, eu sinto-me sozinho no clube de fãs de Diablo Cody. Eu adorei o roteiro de Juno e o Oscar não podia ser mais merecido. E também gosto do de Tara, mas sim eu sei que podia melhorar. Quanto ao John Corbertt eu conheço de Sex and the City e nunca vi um performance em especial dele, e é claro que a sua personagem é a mais mal aproveitada da série. Como muitos já disseram aí, é um pai e marido quase irreal. Brie Larson e Keir Gilchrist, os filhos de Tara, estiveram muito bem. Não estão bem ao ponto de um Emmy (nem mesmo de uma nomeação), mas tendo em conta que eram actores desconhecidos para mim, fiquei surpreendido. Toni Collette (O Sexto Sentido, Little Miss Sunshine, Muriel’s Wedding) tem um histórico. Ela é a grande atenção da temporada. É uma actriz que eu adoro, e confesso que no ínicio cheguei a pensar que ela não fosse a melhor opção para Tara. Mas depois de acompanhar a série, e principalmente na Season Finale, aquela explosão de alters, fica provado que ela não só está perfeita, como é a actriz ideal para destronar a Fey.
    Mas a pessoa que todos parecem esquecer, ou não apreciar, é Rosemarie DeWitt. Eu acho ela a segunda melhor actriz do elenco, e isso ficou provado no episódio Transition. Ela sim, podia ser indicada para o Emmy juntamente com a Collette.

  1. No trackbacks yet.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: