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Criminal Minds/Cold Case

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Já devo ter comentado milhares de vezes que séries policiais não são a minha praia. Soluções fáceis e aquela coisa “somente trabalho” fazem as produções perderem a graça para mim, além de ficarem chatas e cansativas. Mas, não sei se é o ócio ou algum outro elemento desconhecido, só sei que é fato que Criminal Minds me ganhou e Cold Case me reconquistou com seus últimos episódios.

Essas duas séries policiais são tão distintas que não existe um ponto que as ligue, claro, a não ser o fundo policial. Pois enquanto Criminal Minds corre atrás de seriais killers, Cold Case é mais tranqüila, relax e vive de solucionar casos antigos, mas uma coisa tenho que confessar, eu só vim a querer assistir Criminal Minds por causa da série de Meredith Stiehm, já que em Cold Case certa vez apresentou “The Road”, o melhor episódio da série para o todo sempre, que foi exibido na temporada passada e neste episódio, onde Lily Rush e Scotty Valens saem da Filadélfia e vão West Virginia escoltar um suspeito de assassinato e seqüestro, que mais tarde fica caracterizado com um serial killer, o episódio foi brilhante (já até cansei de dizer isso) e meu pontapé inicial para Criminal Minds.

Claro, eu não vi Criminal Minds somente por isso, alguém tinha que me indicar e quem fez isso foram Thais Afonso e Gabriela Spinola, não vou dizer que elas são persuasivas, a verdade é que elas são acima de qualquer coisa insistentes, mas valeu à pena. Criminal Minds é muito boa. Mas, só uma coisa: Eu não consegui ser tão fã do Thomas Gibson e da Paget Brewster quanto elas.

A verdade é que ao ver Criminal Minds eu simpatizei com os esquisitões. Reid é o espelho para qualquer nerd sem vida social e Penelope Garcia é o espelho para qualquer nerd viciado em computadores. Eu como bom projeto de nerd que sou, simpatizei com os dois de imediato. E não pude deixar de ligá-los aos personagens de Cold Case.

Lily Rush, Nick Vera, Will Jeffries e todos os outros personagens de Cold Case não são nerds, bem longe disso, mas eles têm aquela coisa de não se encaixarem em padrões, pois enquanto o Hotch, Emily Prentiss, Derek Morgan e até o Scotty fazem o tipo: bonitões; Lily Rush apesar de ter uma beleza relativa (?) é toda estranha, com seus traumas, falta de relacionamentos, família disfuncional. E o mesmo acontece com o Reid, que tem sua mãe esquizofrênica e com isso todos os tipos de traumas que alguém pode imaginar. Eu poderia passar horas fazendo comparações entre os personagens, mas não é bem esse o intuito da postagem e é verdade que os esquisitões aparentemente fazem a minha cabeça em séries policiais, e também, quero destacar mais diferenças.

E falando nelas essas duas séries são diferentes até na hora de serem polêmicas. Enquanto Criminal Minds adora apelar para a religião e crenças/hábitos estranhos em quase todos os episódios, Cold Case faz isso somente às vezes, mas acima de tudo apela para o racismo, algumas vezes a homossexualidade e outras ainda as questões históricas. Não nego que quando são debatidas questões religiosas em Criminal Minds é delicioso, o mesmo acontece quando Cold Case debate quaisquer dos aspectos citados acima, mas meus episódios preferidos são quando a série resolve mostrar os podres dos EUA e são tantos os exemplos.

Nesses últimos episódios as duas séries fizeram isso. Tanto “Demonology” de Criminal Minds quanto “Libertyville” de Cold Case, as duas séries debateram seus temas preferidos e em episódios ótimos, mas com uma pequena vantagem a Criminal Minds, que além de boas atuações e um ótimo roteiro teve um final todo enigmático com a Emily Prentiss e um possivel gancho, já que ninguém sabe se o unsub da vez foi preso ou não. Mas de final por final os de Cold Case também são ótimo e ver a protagonista da série, Lily Rush, quando criança ao lado de seu pai nos dos últimos minutos de “Libertyville” foi impagável.

Já que eu falei nos ganchos de Criminal Minds não há como não comentar “Omnivore” que foi brilhante e com um dos melhores unsubs da série, que como ele mesmo garantiu, seria histórico e marcaria para sempre. Com isso, ele fugiu e provavelmente voltará, já que até o criminoso estar preso o caso não chega ao fim, ou será que eles vão ter que chamar o pessoal da Filadélfia?

Na mesma semana em que Criminal Minds apresentou “Omnivore”, Cold Case veio com “Mind Games” que para mim até agora foi o melhor da temporada. Um garoto esquizofrênico que foi manipulado a matar a sua psiquiatra. Foi ótimo e ainda por cima com um pequeno toque de sci-fi, já que garoto via a Lily com outras roupas e de davam a ela um toque de heroína misteriosa. E para terminar essa resenha (um tanto quanto estranha) não há como não citar “House On Fire” de Criminal Minds, o episódio que Penelope Garcia brilha mais que todos os outros personagens, a trama do episódio nem foi o forte, o ápice de “House On Fire” foi mesmo a atuação de Kirsten Vangsness, que estava brilhante.

Após essas minhas declarações explicitas de amor à Criminal Minds e Cold Case aprendi a nunca a mais dizer: “Desta água não beberei”; Pois apesar das soluções fáceis e dessa coisa meio so boring, série policiais são viciantes e ótimos passatempos.

  1. 10 abril, 2009 às 12:50 pm

    Sério que você gostou mesmo de CM? E que Cold Case finalmente voltou aos eixos??? Cool.

    Insistente? Não, imagina… xD

  2. 11 abril, 2009 às 9:56 pm

    Cold Case parece estar em outra temporada a partir de 6.17 Officer Down. Agradeço por ter tido a paciência de não abandonar a série, e ser recompensada com esses últimos ótimos episódios. Mesmo que Libertyville tenha forçado toda e qualquer barra com aquele caco de vidro sem nem poeira depois de 50 anos. O final com a Lilly e o Paul foi muito bonito. E ela falando da bicicleta que ele deixou, nossa me emocionei mesmo.

    Criminal Minds é de uma constância que chega a apavorar, todos os episódios são ótimos, com roteiros inteligentes, um elenco de apoio muito competente, e ótima direção. Dos personagens gosto de todos, mas como adoro defender aqueles que são muito criticados vou citar a JJ, pq ela não entra nem na turma dos Profilers nem dos Nerds mas mostrou que faz falta pra caramba nessa temporada, durante a licença maternidade.

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